segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Aplicando sua inteligência no uso do Lulu e Tubby

Apelação "monstro" rolando na internet... chamada de LULU e agora próximo de ser lançado, o TUBBY. Baixarias em forma de programa... rebaixando a personalidade e o caráter das pessoas.

De que vale "queimar o filme" de uma pessoa que você saiu e não gostou? Só não repita o erro, oras! É assim desde que o mundo é mundo. Agora tem também que compartilhar sua insatisfação num APP!! Santa carência, ignorância e falta do que fazer.

Não, não é legal botar notas públicas em quem você saiu ou já namorou! Por muito menos vemos pessoas tirando a própria vida; vivemos em um mundo onde a auto-estima das pessoas está baixando de tempos em tempos. E tudo por causa da liberdade, libertinagem. Tá liberado então tudo dura pouco e deixa sequelas...

Onde estão os valores da família? E nossa privacidade, intimidade?

Se eu já não acreditava no amor homem-mulher por razões próprias, desacredito mais ainda sabendo que tem gente comemorando esse tipo de App. Gente de 30 anos ou mais escolhendo "#"!!! Na boa, vai se foder! #vaisefoder

De verdade eu espero que a vida me mostre pessoas com conteúdo porque estou desanimada, MAIS desanimada ainda. Para mim só Odontologia, Pole, Yoga, minha família e amigas. E sabe o que é pior? Eu sou obrigada a me DESCADASTRAR do programa TUBBY para não ser "avaliada".

Achei o cúmulo ter que perder horas do meu dia cheio de coisas pra pensar e fazer, atrás de evitar que citem meu nome em qualquer porcaria! E dizem que há outros programas...



Então para finalizar vou deixar meu hashtag também: #nãoenchammeusaco #cultiveoamoraopróximo #façaobemsemolharaquem


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

São só garotos.


Sempre disse que os homens são muito melhores que as mulheres, que prefiro o convívio com eles, que se pudesse escolher teria nascido macho (e que seria gay).

Ainda penso tudo isso. Tenho certeza que homens, em sua maioria, são amigos unidos, parceiros e não costumam ser competitivos e invejosos como são as mulheres. Porém, toda essa parceria bonita e fidelidade não se estendem no relacionamento com nós, mulheres patifes.

Patifes sim.

 A sensação que me dá é que a carência que nós sentimos é determinada geneticamente.

Todas as minhas amigas e conhecidas têm aquela ânsia em encontrar o cara bacana.

Aquele, que vai se apaixonar por ela, que vai tratá-la como uma princesa quando estiverem a sós ou no meio da galera, que não vai contar pros amigos como é o sexo, que não vai dizer que o avô está doente pra dar um balão no sábado à noite, que não vai dizer pra rolo antigo que tem saudades da bunda dela...

Pois é, minhas negas. Pois é.

Aí você conhece um fulano. 

Ele é bonito (mesmo que seja só pra você), ele é legal (mesmo que só pra você) e rola um interesse, uma ficada, duas, três, mensagem, whatsapp...Ele fofo, engraçado, te chama de nomes carinhosos e você se anima, se acha especial pra ele.

Sorriso largo quando chega uma mensagem bonitinha!

Parou minha amiga!

 Engole o sorriso!

Guarda esses dentes porque enquanto você se sente feliz com a porra do xavequinho, o tal tá rindo alto, dizendo pros amigos que vai te comer, se referindo a você como estatística, mais uma. 

Competindo com a turma quem enfia mais o pipizinho nos buracos por aí.

Triste assim, sem fofice nenhuma.

Somos pra eles mais um número. 

A mensagem de saudades do teu cheiro que ficou no travesseiro, a parte de te chamar de amor, princesa, vida é tudo da boca pra fora.

Uma breve memória: essa de nos chamar de nomes bonitinhos, um tempo atrás, estávamos eu e uma amiga apaixonadas e os sortudos que eram alvos do nosso amor nos chamavam de vida. A gente tirava sarro, dizendo que eles eram como gatos que têm sete vidas. Infelizmente descobri que nessa época o gato em questão tinha mais vidas que um bichano normal. PALHAÇO! Rsrs

 E esse papinho é ensaiado, falam a mesma coisa pra você e pra mais quantas tiverem dando moral, e a que cair de pernas abertas na cama deles é pura pontuação.

Poucos casais que vejo me fazem pensar que a menina encontrou um cara bacana. 

Aí eu penso “poxa, ele é bacana pra ela, parece morrer de amor, ela parece tão feliz” 

Será?

Será que existem tão poucos bons exemplares assim?  

Afinal o número de mulheres que só reclamam que se fodem com homens babacas é imensamente maior que aquelas que eu vejo em relacionamentos bonitos, que me parecem verdadeiros.

Por que, homens?

Por que vocês são tão ótimos como amigos e tão secos como homens?

Onde moram os que sabem amar? 


Amar de verdade, porque dizer que ama até papagaio consegue.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cão, o melhor amigo do homem.





Hoje eu resolvi falar do amor mais puro que eu já conheci. Me desculpem as mães, os apaixonados, os irmãos, mas eu estou falando do amor entre o ser humano e um cão.

Aproveitando o ensejo da polêmica do instituto Royal e toda revolta que isso me causou e me fez pensar o quanto prezo pela vida dos meus, vou contar um pouquinho da maravilhosa experiência de ter três peludinhos sob meus cuidados.

A parte materna da minha família sempre foi cachorreira, toda a minha infância convivi com eles dentro de casa, tratados como membros da família e sempre amei tê-los por perto. Claro que todos os caninos que comigo viveram até então não eram de fato meus. Eram da minha avó, da minha mãe. Por isso, só fui entender a magnitude do amor que os cachorros são capazes de nos proporcionar quando me mudei pra Ribeirão Preto e coloquei na minha vida a Tulipa e o Nacho. Ah, há um mês chegou minha filha mais nova, a Stella!

Eu digo com toda convicção que uma pessoa que nunca teve um cachorro e desconhece a relação mágica que se estabelece, não viveu o amor mais sincero, a parceria mais leal que se possa conquistar. Desconhece também a inteligência desses animais, a sensibilidade de estar ao seu lado quando você precisa. Diz uma frase que roda nas redes sociais e que eu não sei a autoria “Até que não tenha amado um animal, uma parte da sua alma estará adormecida”.

Eu concordo! Concordo porque os meus animais me fizeram ver a vida de uma forma diferente, mais feliz.

 Fico impressionada como me alegra quando eles deitam pertinho de mim, com carinho.
 Me alegra chegar em casa de saco cheio desse mundo chato e ter três rabinhos balançando, como se eu tivesse sumido por décadas, como se eu fosse a melhor pessoa do mundo, como se eu fosse motivo de uma saudade sem fim.

 Me digam, queridos cretinos, quantas pessoas fazem vocês se sentirem assim sempre? ( Plagiando Marley e eu...inevitável)

Eu disse SEMPRE!

Se eu estiver feliz, num dia ótimo, eles estarão comigo. Se for o contrário, aquele dia caótico, também estarão. Aliás, tenho que contar que a minha Tulinda, que não pede colo porque não gosta, já ficou me rodeando, tentando me escalar, várias vezes em que eu estava muito triste.

 Vai me dizer que foi acaso??

 Ah,  não foi. Ela sempre sabe quando eu preciso de um abraço!! Sabe como me dizer que eu não estou sozinha e que ela precisa de mim e que por essa razão eu preciso estar aqui. E se você tiver um cachorro eu garanto que ele também vai saber!

Ter um cachorro muda sua rotina.

 Tem sujeira pra limpar, tem chinelo roído, comida, água, passeio, banho.

Tem coração apertado em deixá-lo com outra pessoa pra viajar.

É um filho, um amigo, um irmão, um companheiro fiel.

É amor. De verdade. Até que a morte os separem.




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Das coisas que já fiz por um “amor” (ou, por algo que achava ser amor)


Me peguei lembrando que no ano passado fui numa feira de pesca com o falecido. Eu, que detesto pescaria, que entendo de varas e molinetes tanto quanto ele entendia de cores de esmalte, passei um sábado inteiro, inteirinho, em uma FEIRA DE PESCA!!! E olhava entendiada aquele mar de linhas e acessórios, enquanto ele tinha orgasmos múltiplos com toda aquela geringonça.

Estávamos em início de romance. E ele ficou tão feliz de eu aceitar o convite e acompanhá-lo, que foi daquele dia em diante que a coisa engrenou. Não esqueço o SMS do dia seguinte, dizendo o quanto tinha sido bom minha companhia. Eu sorri satisfeita e quase respondi: “Ahh, eu também adorei, só-que-não” (no fim tirei o só-que-não e mandei).

Então comecei a contabilizar quanta coisa já fiz sem querer, sem gostar, sem ter vontade, em prol de um “amor”. Algumas foram positivas, confesso. Por exemplo, já fui em show de banda que não gostava e passei a amar. Mas também já fui em show de banda que não gostava e detestei mais ainda. Já topei programas que não tava afim. Já engoli amigo babaca. Já deixei pra lá quando o nego (e foi mais de um que já aprontou dessas) bebeu a tarde inteira com os amigos e dormiu (ou disse que dormiu) e me largou esperando. Já arrumei a vida financeira de cabra. Já achei casa procidadão alugar pra morar.

Você vai dizer que o que importa é fazer de coração e agradar quem está ao seu lado. E eu concordo. Tudo que fiz foi de coração. Inclusive ceder e fazer o programa que o outro curte. Mas, na real, olhando pra trás (e não tão lá atrás assim), acho que fui mesmo é uma otária.

Fiz porque quis. Porque estava apaixonada. Porque que sou parceira. Porque sou legal pra caralho. Mas fiz mais porque sou uma idiota (e uma idiota dedicada), acima de tudo.

E digo isso porque comecei a pensar O QUE esses mesmos cidadãos fizeram de tanto por mim. O quanto aturaram meus programas ou procuraram fazer minhas vontades, meus gostos. O quanto se importavam com o que eu queria e sentia. E lembrei, com tristeza, que não estou com nenhum deles até hoje porque sou perita em escolher homem egoísta.

Afinal, me achar maravilhosa por aturar um dia chato pra caramba na feira de pesca é fácil. Difícil é ir na festa junina com minha família e esperar comigo meu sobrinho ir no brinquedo. Difícil é trocar a lâmpada queimada na minha casa. Difícil é pegar a estrada e vir me ver em Indaiatuba. Difícil é deixar o churrasco, uma vez que seja, pra ficar comigo.

Não vou ser injusta, eles até fizeram por mim. Mas eu sempre fiz antes e SEMPRE fiz mais. Muito mais. Tapada. Sou uma tapada do amor.

Me dedico demais. Me doo demais. Me ferro demais. E me pergunto, será que sou a única mulher assim ou é da raça mesmo?

Mas dizem que abrir os olhos e se conscientizar é o primeiro passo da mudança. E eu, que sempre me amei muito e soube meu valor, agora vou aprender a ser um pouco egoísta também. EU venho antes. O que eu quero e o que eu gosto. Acho que envelhecer é isso: aprender a SE fazer feliz primeiro.

E esse tipo de decisão não é pra ter um relacionamento melhor com o sexo oposto. Não, não. Essa decisão na verdade é crucial pra ter um bom relacionamento consigo mesma. Uma relação de paz de espírito e respeito com as minhas vontades.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Hoje foi dia de auto análise, bebê.



Quem me conhece um pouquinho sabe que eu estou longe de ser uma pessoa alegre, amante da vida. Passa longe de mim essa coisa de positividade, de achar o lado bom de tudo que acontece. Não é à toa que, com esse humor obscuro, me sobrem poucas companhias.

Eu lembro de muito pequena ter crises de choro, de me sentir sozinha, de me achar estranha. 

Veio a adolescência e essa idéia de que havia algo muito errado comigo se consolidou quando eu tive uma paralisia facial. Acho que foi nesse momento que se instalou meu caos psicológico. 

Aliás, não acho, tenho certeza que desde então eu nunca mais tive forças, tão pouco alicerce familiar pra superar essa dor e manter minha auto confiança e amor próprio. Depois dos treze anos todas as minhas memórias são, de certa forma, tristes.

Hoje, aos trinta, eu choro em todo aniversário  e ano novo porque nunca encontrei um motivo que realmente me entusiasmasse a viver. 

Achei que poderia ser a medicina, que fui cursar mais tarde do que o padrão da idade de um calouro, mas estava errada. Também achei que seria uma família que formaria com alguém que amava, de novo errada. 

Sempre fico pensando que se não há esse fogo de viver, se não consigo achar um caminho que me faça feliz, não há qualquer razão pra continuar aqui. E nesses momentos de angústia eu penso em mil maneiras de acabar com essa existência inútil. 

Só penso, porque a covardia não me permite pular do décimo primeiro andar. A culpa me impede. O peso de deixar pra trás pessoas que vão se culpar pelo meu insucesso não me deixa. E aí eu começo a sonhar com o que eu nunca vou ser, com o que eu nunca vou ter. 

Sonho que fui criada num lar de amor, que mãe, pai e avós mantinham um relacionamento saudável. Sonho não ser tão baixinha, tão estranha, sonho sorrir sem sequelas da maldita paralisia. Sonho em ter muitos amigos, um amor de verdade. Sonho que meu crm já está nas minhas mãos, que eu nunca escorreguei em dp, que eu nunca demorei pra entrar na faculdade. Sonho em ser competente em tudo. Sonho, sonho e sonho e fico com a certeza de que eu só seria feliz se pudesse mudar tudo isso. 

E eu não posso mudar praticamente nada, não é? Eu tenho que me aceitar, não é??

Pois bem, até hoje não consegui. Continuo achando que estou nessa vida gastando oxigênio, ocupando espaço, ainda que pouco.

Hoje foi mais um dia desses, de desejos de mudanças impossíveis, até ficar sabendo de algo que me fez pensar que eu posso estar muito enganada.

Vi alguém que tinha tudo que eu queria ter, que era como eu queria ser e que desistiu de estar aqui. 

Então será que se eu fosse a camila que tanto idealizo seria feliz?

Será mesmo que em condições diferentes eu dormiria agradecendo pelo meu dia e esperando acordar na manhã seguinte?

Já não sei de mais nada.


A vida é mesmo uma piada suja de humor negro. 

Daquelas bem sujas, daquelas bem negras.

domingo, 6 de outubro de 2013

E enquanto isso depois dos 30 anos...

Mais um domingo ocioso da minha agenda que acaba virando texto. Então vamos lá, falar dos 30 e poucos, já que sou a única cretina com essa (doce?) experiência!!



A crise dos 30 é fato. É quando a gente se toca que está pisando num terreno desconhecido até então - o do envelhecimento. Rola várias cobranças e uma "viagem" interna do tipo "o que estou fazendo?? e para que?". Complexo... é A palavra. Haha.

O que vem depois, o pós 30 é diferente. Pior em alguns pontos, melhores em outros. Só quem já passou dos 30 vai entender o que estou falando. É foda!

Sem dúvida alguma, você tem mais sucesso e mais foco profissional depois dos 30. Ponto para a idade. Mais de 30 vagabundeando é problema. O normal nessa fase é estar estabilizado e sendo bem remunerado. O normal né. E é quando você pode escolher e não ser escolhido, desde que seja um profissional competente.

Com toda certeza, você tem mais pintas e rugas após os 30. Lembra daquele sol do meio dia que você tomou desde a adolescência? Pois é, meu amigo (a) ele está todo PINTADO na tua pele agora! Veja só que bela... BOSTA!

Ahhh fumou? Melhor, fuma?? Que maravilha meu bem! Já se iniciou na seita das uvas passas.

Gosta de comer? Nossa, muito?? Amém!!! Já deve estar competindo com os elefantes para ver quem pesa mais.

Assim é a rotina de pensamentos de quem tem mais de 30! Você deve treinar, vagabunda (o). Caso contrário a celulite e a gordura vão te comer. Protetor solar otário (a)! E dá-lhe cremes anti-envelhecimento, maquiagem, nutricionista, academia, alimentação saudável. Haja grana. Tem que ganhar mais mesmo.

Balada depois dos 30? Cadê a paciência... e ficar bocejando é chato! Então vamos sair para comer ou quem sabe nem isso, vamos dormir mesmo. Só em épocas específicas você encontrará esse ser nas ruas, tipo festas de final de ano e carnaval.

Tudo agora pesa mais, muitas vezes literalmente! O medo de errar, de sofrer é maior também. Se jogar de cabeça é coisa da molecada. Uma mulher e um homem conscientes vão devagar e pensam antes de agir. Malas. Ok, sou mais que mala nesse aspecto.

Bom eu fiquei de falar as partes boas também. Huuumm, é... ao menos com mais de 30 você pode comprar mais coisas, especialmente as que façam você parecer ter menos idade. E também agora você tem grana para ir pras baladas ou fazer uma loucura de viagem no final de semana. Só que você não quer... mas se quisesse teria como!! Na verdade, quero chegar no seguinte ponto: após os 30 anos você tem mais poder, segura melhor uma decisão, tem um gosto melhor e mais certeza do que te agrada. Também é menos inscontante e mais culto. A educação costuma melhorar e já temos um lado espiritual mais aguçado.

Mas é aqui que você vê onde está a graça de viver. Você procurou tanto e cavou tanto até os 30 e agora você já sabe. Não adianta cavar, nem procurar... tem coisas que realmente tem que ser do jeito que são. Nem tudo são escolhas, ao menos não conscientes. E sabendo disso o coração se aquieta e deixa a coisa rolar. Enxergamos que nada que vem a força é nosso. Tipo os planos que eu tinha desde os 18 ou menos até. Eu tinha planejado tudo bem diferente do que vivo agora. Não digo que melhor, apenas diferente.

Aos menores de 30 anos fica a dica: parem de fumar, usem protetor solar, aprendam a comer de tudo em pouca quantidade, beba socialmente e se exercite! Você irá me agradecer no futuro! Rs

Já aos maiores de 30 anos, só uma coisa: olhem no espelho e saibam que o que vêem é exatamente o que plantaram. Merecido.

E não me venham com chorumelas.

domingo, 29 de setembro de 2013

Cabeça vazia, oficina do diabo.



Sempre admirei quem luta para chegar no topo. Quem sonha alto e batalha seus objetivos. Ninguém deixa de ser honesto se trabalha pra caramba para chegar onde deseja e, porque não, ser um dos melhores no que faz. A ambição na dose certa não é prejudicial.

O objetivo de se ter um trabalho, um negócio, uma empresa nem sempre é se tornar rico. Para muitos o sucesso financeiro não vem em primeiro lugar, é uma consequência. O importante é estar neste mundo criando algo, servindo para alguma coisa. Ninguém veio aqui a passeio, meus caros. Se você está passeando está deixando de evoluir como ser humano, pode acreditar.

Ficar de papo para o ar, se enchendo de vícios, com dó de se desgastar, não é digno de admiração. Não é motivo de orgulho. Se quer exemplo, Deus trabalhou 6 dias e descansou 1, segundo a bíblia. Jesus veio aqui e pregou sem parar. Então achar que "aproveitar a vida" é o que Deus espera dos seus filhos é desculpa.

Aproveitar a vida é digno sim, mas nas horas vagas, no momento que você já teve seu dever cumprido. Nunca vi ninguém viver bem sem grana. Desculpa aí, mas somos capitalistas. Se você não tem, passa vontade. Uma coisa é não ter oportunidades, outra é escolher e achar desculpas para ser um zé. Sempre alguém vai me achar inflexível e má porque vai lembrar de exemplos como Chico Xavier e donas de casa e mães. Mas o Chico apesar de não ser remunerado, trabalhou muito! As donas de casa e mães também, estão cuidando de suas famílias, educando seus filhos e deixando tudo limpo e organizado. É trabalho do grosso. O exemplo que estou dando é do marmanjo que não produz nadinha!!

E mesmo quem não teve oportunidade pode lutar. Odeio gente conformada. Aquele tipo que vende o almoço para comprar o jantar e ainda assim, se acha! Conheço muita gente que está na merda, dando golpes mas não se sujeita a ser um trabalhador. Não aceita menos que os holofotes. Se acha artista e só tem roupa furada.

Eu nem ligo se sou formada e pós graduada, faço faxina na minha academia e pinto minhas unhas quando preciso. Também instalo tudo por lá, com ajuda dos meus pais ou de amigos. Não contrato ninguém pra pintar as paredes, eu dou conta e sempre tem quem me ajude!! Gosto de aprender um pouco de tudo.

Trabalhar não é um castigo. Trabalho é a única coisa na Terra que o ser humano faz em benefício da sua própria mente. Os exemplos são claros. Pessoas que trabalharam a vida toda, quando aposentam ficam depressivos. Os que nunca trabalharam são sempre depressivos!! Já viu pessoa que reclama mais do que quem tem tempo para pensar asneiras?

Então não venham me dizer que "perdeu" de viver trabalhando! O seu trabalho é o que você é. Sem essa luta fica tudo muito vazio...

E nem todo trabalho dá retorno financeiro, mas se é o que se faz bem e te sustenta, já é válido. Mas nada é desculpa para ser uma pessoa ociosa. Nada.

E é por isso que dizem por aí: "Cabeça vazia é oficina do diabo". Pode crer, é mesmo!!!