quarta-feira, 28 de maio de 2014

Classe média - o filho do meio!!



Não vou perder meu precioso tempo e o de quem se propôs a ler falando de política, impostos, IR ou COPA DO MUNDO. Sim, assim como todos estou chateada e acho tudo isso um erro, mas tem gente mais especializada falando sobre isso.

Eu quero desabafar outra coisa; o problema que é ser classe média no Brasil. Não vou falar de rico nem de pobre. Só daquele filho do meio,  aquele esquecido por não ser o primogênito ou o caçulinha amado. Por que o do meio sempre tem alguma reclamação? A classe média é o filho do meio que é quase mais velho, quase mais novo. Mas não é nem um, nem outro.

O classe média brasileiro é um pobre com conhecimento e gostos de um rico. Quase um, quase outro, pra variar. É sentir o gostinho do que é o bom da vida, provar cinco doces, mas ter que escolher sem demora, um só. Se você quer um carro bom não tem casa, se quer casa não tem viagem, se quer viagem tem que parar de sair todo final de semana. É meio que vender o almoço para comprar a janta numa versão mais refinada.

É saber como é ou já ter estado em um hotel 5 estrelas mas só ter dinheiro para fechar o pacote de viagem baratinho com a famosa frase: o hotel não é tão bom mas só vou dormir e tomar banho, não ligo pra luxo. Não liga mesmo??? Ou não tem grana pra bancar?! Eu respondo: não tem dinheiro, porque odeia o cheiro de mofo do moquifo que pagou em 10 vezes... por que você não ficou ao menos no Ibi´s Tati Quadra? Rs.

Nem preciso dizer que tenho uma lista enorme de coisas que ainda quero ter, mas que aparentemente estão um pouco distantes! E aí vamos resolvendo um lado e sonhando com o outro, fazendo as contas e xingando o governo, o país e ficando contra a copa do mundo. Se eu fosse jogar boliche humano saberia quem derrubar para minha vida decolar. A minha e a sua doutor, meretíssimo, phd, mestre, capitão... estude e continue sendo pobre com conhecimento. E pobre com conhecimento e revoltado é a classe média. Vai dizer que você não compra o carro pelo preço do seguro?? Pois é, sonho com uma SUV mas já viu o valor do seguro?? Melhor ficar no Hatch né!

Nos EUA o cara sai da casa dos pais aos 18, trabalha de garçom e mais tarde tem sucesso. Aqui se não casar mora com os pais. Mas o motivo não é que o povo brasileiro é caloroso e dependente! É graaaana meu! Tá fácil se sustentar, pagar aluguel ou comprar um imóvel! Baratinho... o brasileiro mora com os pais porque precisa!

E para terminar vamos a mais uma frase clássica mentirosa tapa-buraco: tudo que é conseguido com luta tem mais valor. Ohhh desculpa hein classe média.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Eu não sou uma princesa da Disney



A vida me ensinou que eu não sou uma princesa da Disney. Nem eu, nem a maioria das mulheres que conheço.

Nenhum passarinho vai costurar um lindo vestido novo pra eu ir à festa do príncipe que, claro, é na faixa apesar de super disputada. A verdade é que, se eu quiser roupa nova e sair pra me divertir, tenho que acordar cedo e trabalhar muito pra ter dinheiro sobrando pros supérfluos, já que tenho muitas contas pra arcar.

Se eu comer uma maçã estragada, é bom eu ter pago o plano de saúde em dia, se não não há beijo de príncipe encantado que me cure... vou amargar na fila do SUS!

Não tem sapo que vira príncipe. Não tem fera que vira príncipe. Não tem ogro que vira príncipe. Resumindo, não tem príncipe não, gatinha. Tem sapo, tem fera e tem ogro... mas também tem alguns caras muito bacanas por aí, só que com defeitos. Não se iluda, não há perfeição.

Não somos todas magras, com cabelos brilhantes e peles perfeitas. Isso nem preciso comentar, né?

Os problemas são MUITO reais e todos os dias resolvo que um e aparecem outros três. Tenho que pagar a prestação do apartamento, comprar a ração dos gatos, manter a casa em ordem e ter pique pra trabalho, dois extras e academia. No meio disso tudo, me ataca a rinite, a sinusite, a bronquite. Não é mole não.

Se hoje eu consigo ter tempo e disposição pra brigar 2h no telefone pra cancelar a bendita da tevê a cabo, amanhã eu perco o cartão do banco e tenho que pegar uma fila enorme pra pedir outro... e depois voltar pra buscar. Depois de amanhã queima a lanterna do meu carro. E depois de depois, a descarga do banheiro quebra... ah, dane-se, isso resolvo depois...

Tem problema que dá mais trabalho, outros menos, mas SEMPRE tem.

Então me pergunto: adianta focar no que tá difícil? Poucas coisas ocorrem de maneira fácil e natural na vida, e não é só pra mim que é assim. Tem gente que nasce SIM com o bumbum virado pra lua. As princesas da Disney existem por aí, mas são poucas as sortudas. Aquelas que nascem em berço de outro, amam a profissão sem nenhuma ressalva e trabalham por puro prazer, encontram o amor aos 25 anos e formam uma família feliz. Tem gente que de fato tem pouco ou quase nenhum problema na vida.

Sorte delas, só sei que não é o meu caso. E, se não for o seu, aprenda que desanimar não resolve. Aliás, são dois trabalhos, deprimir e sacudir a poeira pra dar a volta por cima, pagando o terapeuta, claro. É mais fácil se apegar ao que está bom (e sempre tem coisa boa) pra não entrar no buraco negro da tristeza.

Vou te contar um segredo: você não é a pessoa que mais trabalha no mundo e muito menos a com os maiores problemas. Nem eu, claro. Pra mim, quem acha que trabalha mais que os outros normalmente é, na verdade, mais braço curto. E quem acha que tem os maiores problemas é egoísta. Todos, todos os santos-dias eu vejo histórias duras de verdade verdadeira e me pergunto como aquela pessoa suporta. E agradeço, agredeço muito por aquela história não ser a minha. Por eu ser aquela pessoa. Por eu ser quem eu sou, mesmo não sendo uma princesa de conto de fadas.

sábado, 22 de março de 2014

Sobre o que é belo...



Não tem jeito, nem em 1000 encarnações eu deixaria de admirar a beleza masculina. Não só a beleza física, mas aquela que vem do jeito de se portar e de conversar. Daquele jeito super herói que protege, que enche o peito e afasta os braços para parecer maior e mais imponente. É muito lindo!

Estão vendo? Não é só de falar mal de homens que vive uma cretina! haha Nós, antes de mais nada, sabemos admirá-los e toda crítica que sai aqui repercute na verdade, a nossa admiração. Afinal quem fala tanto do que não conta?

Por incrível que pareça, apesar de nossos textos muitas vezes "chateados" e cheios de "traumas" amorosos, somos perfeitamente normais, apenas com uma facilidade maior de comunicação e com coragem de se expor. Um número enorme de mulheres já chorou por um chifre, um pé na bunda, um xaveco failed, um amor não correspondido, um platônico ou até por nunca ter tido nada disso, caso das eternas solteiras. Mas isso não quer dizer que estamos "contra" os homens, com raiva ou algo do gênero. O objetivo é tentar entender e quem sabe dar um apoio para outras mulheres. Mas voltemos ao assunto do texto: a beleza masculina.

Tem coisa mais perfeita que a dimensão das costas de um homem alto e sarado? Sinceramente acho que não... aliás homem para lá de 1,85 m é muito bonito. Para completar tem que ter mãos enormes e a voz grossa, do tipo grave de preferência. As duas outras cretinas desse blog amam barba e não fazem questão de serem tão altos como na minha descrição. A Cami curte mãos grandes como eu. Eu curto sem barba, aliás detesto barba. Uma coisa as duas concordam comigo: voz fina não dá! rsrs

Não que eu faça questão, mas acho extremamente fofo o sotaque gaúcho. Só na versão masculina. A Cami eu sei que gosta de sotaque do norte.

Quando nós (as cretinas) nos encontramos, quase sempre esse assunto acaba saindo sobre o que nos atrai em fulano ou ciclano, o que tem de interessante e que muitas vezes admiramos quem não está no nosso padrão "básico".  Sempre acho muito interessante ver como num grupo pequeno possa existir tantas divergências quanto a gosto. Ao mesmo tempo agradeço por não existir um só padrão do que é bonito .

Assim como admiramos as paisagens, a natureza... acho muito digno admirar pessoas! A beleza é sempre motivo de felicidade para mim. Das coisas, das pessoas, da minha refeição (kkk) não interessa!! Mesmo que essa beleza não seja o padrão da sociedade, é belo para mim.

Ps.: O texto de forma alguma remete a algum tipo de preconceito ou fobia a quem não preenche os requisitos do texto, que reflete apenas opiniões pessoais.

Ps2.: A foto não tem nada a ver com a comparação homem - cachorro! hahaha Acontece que sou apaixonada por cachorros e quando vi esse golden observando a beleza da paisagem, me inspirou!

sábado, 15 de março de 2014

A saga de um coração partido



Em uma noite linda de lua cheia estou aqui pensando no trágico pé na bunda mais marcante da minha existência!! hahaha E quero falar disso porque sei que não sou a única que tem uma história assim. Para começar detesto pessoas que nunca sofreram, que tudo dá certo e nunca são chateadas nos relacionamentos!! Então se é o seu caso nem perca tempo, o texto é para quem tem a marca de um tênis bem grande no glúteo!

Após 4 anos resolvi escrever sobre a maior decepção que já vivi. Claro que entendo que só se decepciona quem se ilude. Eu poderia parar o texto aqui que acho que já falei tudo.

Sim me iludi bonito e sei que não estou sozinha neste barco encantado das princesas da Disney que estão sempre à espera do príncipe. Eu fui criada assim, vivi as coisas assim. Sempre achando que tudo e todos têm boa intenção. 

Não quero falar mal do ex, isso não, afinal ele me deu exatamente o que tinha para oferecer e somente hoje percebo o quanto era menos do que eu desejo e mereço. Mas para chegar aqui pastei. E não foi de amor. Pós pé na bunda culpei-o por ser obrigada a frequentar novamente a roda dos solteiros. Não me entendam mal, eu J-A-M-A-I-S voltaria o tempo, agradeço por ter acabado e ponto. Só não queria estar solteira novamente, começar tudo de novo, preguiça viu...

Fiquei tempo rindo quando ele se ferrou com a nova namorada. Errado! Não me senti bem mesmo sabendo que ele sentiu o mesmo que eu. Não é assim que as coisas devem ser, não é assim que sou. Sentir raiva é humano e não vou ficar me culpando, se você está no mesmo barco que eu estive, não se culpe também. Por um tempo é normal, mas cultivar um ódio mortal é doentio e não deixa a vida progredir. Tem que deixar passar, voltar a confiar nas pessoas e no futuro...

E acreditar é não apostar todas as fichas no primeiro que aparece, não se apaixonar com facilidade e principalmente não se iludir. Pode parecer que não, mas a vida fica melhor quando vivida na realidade e não na imaginação e acho engraçado como homem tropeça nas próprias pernas quando não está sendo sincero, coisa que antes eu não queria ver, mas que agora percebo à distância. E mais engraçado ainda é que eles percebem que eu percebo e fica chato hahaha porque eu não sou mais a "princesa que espera".

A ferida que se abriu com o fora vai fechar, ela cicatriza e deixa as lições para que um amor melhor, mais maduro possa acontecer... mas para isso é necessário deixar que a dor passe. Ninguém se aproxima de quem está fechado, desconfiado e mal humorado. E acredito no tempo; ele é remédio amargo mas que resolve tudo. Nada é para sempre, não tente manter amores, dores e decepções que já não te pertencem mais, para que insistir no erro? Nada, eu disse NADA paga a paz de viver bem, feliz e pleno. E isso está estampado no rosto de cada um de nós. Coração peludo também está estampado viu!? rsrsrs



E voltando a roda das solteiras, vou me arrumar que hoje tem festa! 

sábado, 8 de março de 2014

As voltas que a vida dá...



Dia desses estava assistindo um filme chamado "o menino de ouro" e ouvi uma frase que guardei: "coisas ruins acontecem às vezes com pessoas boas..."

Quando ouvi essa frase um outro filme passou por minha mente: pessoas que gosto e sei que são boas sofrendo em determinadas épocas de suas vidas. E realmente achei confortadora, achei também muito verdadeira. Porque temos a mania de achar que não merecemos as coisas ruins ou que nossos amigos ou família também não merecem. A questão não é merecimento mas sim consequência... talvez olhar com bons olhos para as mudanças pelas quais passamos seja de maior proveito.

As pessoas que me conhecem sabem que sofri um acidente treinando no final do ano e que estou me recuperando da fratura que tive no fêmur. Claro que questionei o porquê disso ter acontecido, sendo que sempre preservei minha segurança e fui prudente, mas acidentes acontecem. E este estava fora do meu alcance prevenir. Sou uma pessoa muito otimista então estou tirando algo de bom do ocorrido. Tive meus momentos tristeza como fechar a escola que eu tanto amava (que me rendeu um dia chorando) e a grande probabilidade de encerrar meus treinos no pole fitness. Todos dizem é cedo para desistir, mas sinceramente não consigo nem ouvir falar, ficou um trauma e ainda não sei como vou lidar. A grande sorte (e aí vou aplicar meu otimismo) é que a parte do treino que eu mais gostava era a flexibilidade e por isso estava praticando yoga a alguns meses, treino que desejo continuar (para quem não conhece, yoga não é só ficar meditando e tem muitas posturas desafiadoras e incrivelmente difíceis).

Mas são 6 meses para poder voltar... até lá estou cultivando a minha paciência, mas não vou negar que tem momentos que me dá desespero e muita vontade de treinar! Resultado? Fico vendo fotos e vídeos de treinos.

Além de tudo isso, outras mudanças ocorrem nesses "sustos" que a vida nos prega. Bom, para começar numa queda como a que eu tive você primeiramente agradece por estar viva e sem grandes sequelas. A fase de recuperação é complicada e quem já se fraturou ou lesionou sabe dizer como é chato, doloroso. Acaba que não consigo fazer muitas coisas e preciso que façam por mim. Mas isso é tudo é físico e vai passar. O que estou gostando é de ser paparicada!!!

Agora psicologicamente também acontecem mudanças; confesso que estou mais calma que antes e que estou resgatando vontades e crenças que eu havia deixado para trás a algum tempo. Eu estava workaholic demais! Então 2014 me aguarde... que assim que voltar 100% vou curtir mais a vida, viajar e sair para aproveitar mais e mais!! Parece-me por um lado que estou mais feliz, mais consciente. Estranho mas é assim que me sinto... ah e quero cuidar mais do meu coração também! Na queda ele sofreu um balanço bom também que me deixou com mais vontade de investir no projeto "xô solidão" que acabo de criar kkk

Então como meu Ano Novo ainda não começou, posso nesse momento desejar que ele seja incrível, inesquecível e surpreendente para mim e para todos.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Meu medo de ser só





Como diria Tom Jobim "é impossível ser feliz sozinho" . 
E é! Pra mim, é!
Engraçado que desde criança essa sensação toma conta de mim. Chorava de medo da solidão, me sentia sozinha mesmo sem entender, de fato, o que isso significava. Me lembro de pensar no desespero de não ter ninguém, no vazio que isso traz sem ter idade pra essa preocupação. 

Adolescente, percebi que não estava no padrão de beleza, coisa que eu achava que seria fundamental pra encontrar um amor, me via sozinha, forever alone, sabe? (Eu sou uma asna, eu sei) 
Aí veio o primeiro namorado e eu achava que seria pra sempre.

Obrigada, Universo por ter me aberto os olhos e me feito pular fora do bote furado!
O segundo eu acreditei com todas as forças que seria eterno. Tinha certeza que meu problema sobre a temida solidão estava acabado! 

Adorava a família dele, os amigos dele, tudo e qualquer coisa que viesse dele... Então veio o pé na bunda big foot total! 
Meu mundo ficou devastado, e por muito tempo, eu parecia um zumbi, acabada de tristeza. 
Passei um tempo pensando que deveria aprender a me amar muito antes de amar alguém novamente, porque eu tenho a mania estúpida de empregar toda minha felicidade na presença daquele que eu amo.

Fico parada no tempo, com a sensação ilusória de que eu nunca mais vou estar sozinha, que vou ter sempre aquela mão pra segurar. E isso me enche de alegria.
Só a vida me mostrou que não é bem assim. Mas eu aprendi? Será que aprendi?
Não. Não mesmo.
Continuo um cão que chora na ausência do dono. Que raspa a porta querendo entrar numa busca desesperada por companhia.
O pior é que isso é mais forte em mim hoje. Sei lá se traumatizei, se alimentei inseguranças. O medo de ser só me assombra, me dói.

Chega a me tirar o sono como hoje.
Tive uma amiga que me dizia que eu deveria curtir minha companhia, sentir prazer em fazer coisas sozinha. 

Eu juro que entendo o ponto de vista mas não me sinto assim. 
Eu gosto de ter um companheiro que eu ame e que esteja junto de mim.
Pode ser uma puta carência ridícula e patológica ou só meu jeito de sentir a vida. 
As pessoas são diferentes, né?
O que eu tenho que entender de tudo isso é que, apesar da imensa alegria de ter alguém comigo, não posso jogar todas as fichas nisso, não posso colocar toda minha energia, porque se ele quiser ir embora é necessário que eu consiga sustentar meu mundo, que meu amor próprio seja o alicerce da minha vida. 
A solidão é um pesadelo, mas se ela acontecer novamente eu tenho que ter a mim mesma pra recorrer quando vier a vontade de ter uma mão pra segurar. 
Afinal de contas, a única responsável pela minha felicidade sou eu mesma.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Aplicando sua inteligência no uso do Lulu e Tubby

Apelação "monstro" rolando na internet... chamada de LULU e agora próximo de ser lançado, o TUBBY. Baixarias em forma de programa... rebaixando a personalidade e o caráter das pessoas.

De que vale "queimar o filme" de uma pessoa que você saiu e não gostou? Só não repita o erro, oras! É assim desde que o mundo é mundo. Agora tem também que compartilhar sua insatisfação num APP!! Santa carência, ignorância e falta do que fazer.

Não, não é legal botar notas públicas em quem você saiu ou já namorou! Por muito menos vemos pessoas tirando a própria vida; vivemos em um mundo onde a auto-estima das pessoas está baixando de tempos em tempos. E tudo por causa da liberdade, libertinagem. Tá liberado então tudo dura pouco e deixa sequelas...

Onde estão os valores da família? E nossa privacidade, intimidade?

Se eu já não acreditava no amor homem-mulher por razões próprias, desacredito mais ainda sabendo que tem gente comemorando esse tipo de App. Gente de 30 anos ou mais escolhendo "#"!!! Na boa, vai se foder! #vaisefoder

De verdade eu espero que a vida me mostre pessoas com conteúdo porque estou desanimada, MAIS desanimada ainda. Para mim só Odontologia, Pole, Yoga, minha família e amigas. E sabe o que é pior? Eu sou obrigada a me DESCADASTRAR do programa TUBBY para não ser "avaliada".

Achei o cúmulo ter que perder horas do meu dia cheio de coisas pra pensar e fazer, atrás de evitar que citem meu nome em qualquer porcaria! E dizem que há outros programas...



Então para finalizar vou deixar meu hashtag também: #nãoenchammeusaco #cultiveoamoraopróximo #façaobemsemolharaquem


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

São só garotos.


Sempre disse que os homens são muito melhores que as mulheres, que prefiro o convívio com eles, que se pudesse escolher teria nascido macho (e que seria gay).

Ainda penso tudo isso. Tenho certeza que homens, em sua maioria, são amigos unidos, parceiros e não costumam ser competitivos e invejosos como são as mulheres. Porém, toda essa parceria bonita e fidelidade não se estendem no relacionamento com nós, mulheres patifes.

Patifes sim.

 A sensação que me dá é que a carência que nós sentimos é determinada geneticamente.

Todas as minhas amigas e conhecidas têm aquela ânsia em encontrar o cara bacana.

Aquele, que vai se apaixonar por ela, que vai tratá-la como uma princesa quando estiverem a sós ou no meio da galera, que não vai contar pros amigos como é o sexo, que não vai dizer que o avô está doente pra dar um balão no sábado à noite, que não vai dizer pra rolo antigo que tem saudades da bunda dela...

Pois é, minhas negas. Pois é.

Aí você conhece um fulano. 

Ele é bonito (mesmo que seja só pra você), ele é legal (mesmo que só pra você) e rola um interesse, uma ficada, duas, três, mensagem, whatsapp...Ele fofo, engraçado, te chama de nomes carinhosos e você se anima, se acha especial pra ele.

Sorriso largo quando chega uma mensagem bonitinha!

Parou minha amiga!

 Engole o sorriso!

Guarda esses dentes porque enquanto você se sente feliz com a porra do xavequinho, o tal tá rindo alto, dizendo pros amigos que vai te comer, se referindo a você como estatística, mais uma. 

Competindo com a turma quem enfia mais o pipizinho nos buracos por aí.

Triste assim, sem fofice nenhuma.

Somos pra eles mais um número. 

A mensagem de saudades do teu cheiro que ficou no travesseiro, a parte de te chamar de amor, princesa, vida é tudo da boca pra fora.

Uma breve memória: essa de nos chamar de nomes bonitinhos, um tempo atrás, estávamos eu e uma amiga apaixonadas e os sortudos que eram alvos do nosso amor nos chamavam de vida. A gente tirava sarro, dizendo que eles eram como gatos que têm sete vidas. Infelizmente descobri que nessa época o gato em questão tinha mais vidas que um bichano normal. PALHAÇO! Rsrs

 E esse papinho é ensaiado, falam a mesma coisa pra você e pra mais quantas tiverem dando moral, e a que cair de pernas abertas na cama deles é pura pontuação.

Poucos casais que vejo me fazem pensar que a menina encontrou um cara bacana. 

Aí eu penso “poxa, ele é bacana pra ela, parece morrer de amor, ela parece tão feliz” 

Será?

Será que existem tão poucos bons exemplares assim?  

Afinal o número de mulheres que só reclamam que se fodem com homens babacas é imensamente maior que aquelas que eu vejo em relacionamentos bonitos, que me parecem verdadeiros.

Por que, homens?

Por que vocês são tão ótimos como amigos e tão secos como homens?

Onde moram os que sabem amar? 


Amar de verdade, porque dizer que ama até papagaio consegue.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cão, o melhor amigo do homem.





Hoje eu resolvi falar do amor mais puro que eu já conheci. Me desculpem as mães, os apaixonados, os irmãos, mas eu estou falando do amor entre o ser humano e um cão.

Aproveitando o ensejo da polêmica do instituto Royal e toda revolta que isso me causou e me fez pensar o quanto prezo pela vida dos meus, vou contar um pouquinho da maravilhosa experiência de ter três peludinhos sob meus cuidados.

A parte materna da minha família sempre foi cachorreira, toda a minha infância convivi com eles dentro de casa, tratados como membros da família e sempre amei tê-los por perto. Claro que todos os caninos que comigo viveram até então não eram de fato meus. Eram da minha avó, da minha mãe. Por isso, só fui entender a magnitude do amor que os cachorros são capazes de nos proporcionar quando me mudei pra Ribeirão Preto e coloquei na minha vida a Tulipa e o Nacho. Ah, há um mês chegou minha filha mais nova, a Stella!

Eu digo com toda convicção que uma pessoa que nunca teve um cachorro e desconhece a relação mágica que se estabelece, não viveu o amor mais sincero, a parceria mais leal que se possa conquistar. Desconhece também a inteligência desses animais, a sensibilidade de estar ao seu lado quando você precisa. Diz uma frase que roda nas redes sociais e que eu não sei a autoria “Até que não tenha amado um animal, uma parte da sua alma estará adormecida”.

Eu concordo! Concordo porque os meus animais me fizeram ver a vida de uma forma diferente, mais feliz.

 Fico impressionada como me alegra quando eles deitam pertinho de mim, com carinho.
 Me alegra chegar em casa de saco cheio desse mundo chato e ter três rabinhos balançando, como se eu tivesse sumido por décadas, como se eu fosse a melhor pessoa do mundo, como se eu fosse motivo de uma saudade sem fim.

 Me digam, queridos cretinos, quantas pessoas fazem vocês se sentirem assim sempre? ( Plagiando Marley e eu...inevitável)

Eu disse SEMPRE!

Se eu estiver feliz, num dia ótimo, eles estarão comigo. Se for o contrário, aquele dia caótico, também estarão. Aliás, tenho que contar que a minha Tulinda, que não pede colo porque não gosta, já ficou me rodeando, tentando me escalar, várias vezes em que eu estava muito triste.

 Vai me dizer que foi acaso??

 Ah,  não foi. Ela sempre sabe quando eu preciso de um abraço!! Sabe como me dizer que eu não estou sozinha e que ela precisa de mim e que por essa razão eu preciso estar aqui. E se você tiver um cachorro eu garanto que ele também vai saber!

Ter um cachorro muda sua rotina.

 Tem sujeira pra limpar, tem chinelo roído, comida, água, passeio, banho.

Tem coração apertado em deixá-lo com outra pessoa pra viajar.

É um filho, um amigo, um irmão, um companheiro fiel.

É amor. De verdade. Até que a morte os separem.




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Das coisas que já fiz por um “amor” (ou, por algo que achava ser amor)


Me peguei lembrando que no ano passado fui numa feira de pesca com o falecido. Eu, que detesto pescaria, que entendo de varas e molinetes tanto quanto ele entendia de cores de esmalte, passei um sábado inteiro, inteirinho, em uma FEIRA DE PESCA!!! E olhava entendiada aquele mar de linhas e acessórios, enquanto ele tinha orgasmos múltiplos com toda aquela geringonça.

Estávamos em início de romance. E ele ficou tão feliz de eu aceitar o convite e acompanhá-lo, que foi daquele dia em diante que a coisa engrenou. Não esqueço o SMS do dia seguinte, dizendo o quanto tinha sido bom minha companhia. Eu sorri satisfeita e quase respondi: “Ahh, eu também adorei, só-que-não” (no fim tirei o só-que-não e mandei).

Então comecei a contabilizar quanta coisa já fiz sem querer, sem gostar, sem ter vontade, em prol de um “amor”. Algumas foram positivas, confesso. Por exemplo, já fui em show de banda que não gostava e passei a amar. Mas também já fui em show de banda que não gostava e detestei mais ainda. Já topei programas que não tava afim. Já engoli amigo babaca. Já deixei pra lá quando o nego (e foi mais de um que já aprontou dessas) bebeu a tarde inteira com os amigos e dormiu (ou disse que dormiu) e me largou esperando. Já arrumei a vida financeira de cabra. Já achei casa procidadão alugar pra morar.

Você vai dizer que o que importa é fazer de coração e agradar quem está ao seu lado. E eu concordo. Tudo que fiz foi de coração. Inclusive ceder e fazer o programa que o outro curte. Mas, na real, olhando pra trás (e não tão lá atrás assim), acho que fui mesmo é uma otária.

Fiz porque quis. Porque estava apaixonada. Porque que sou parceira. Porque sou legal pra caralho. Mas fiz mais porque sou uma idiota (e uma idiota dedicada), acima de tudo.

E digo isso porque comecei a pensar O QUE esses mesmos cidadãos fizeram de tanto por mim. O quanto aturaram meus programas ou procuraram fazer minhas vontades, meus gostos. O quanto se importavam com o que eu queria e sentia. E lembrei, com tristeza, que não estou com nenhum deles até hoje porque sou perita em escolher homem egoísta.

Afinal, me achar maravilhosa por aturar um dia chato pra caramba na feira de pesca é fácil. Difícil é ir na festa junina com minha família e esperar comigo meu sobrinho ir no brinquedo. Difícil é trocar a lâmpada queimada na minha casa. Difícil é pegar a estrada e vir me ver em Indaiatuba. Difícil é deixar o churrasco, uma vez que seja, pra ficar comigo.

Não vou ser injusta, eles até fizeram por mim. Mas eu sempre fiz antes e SEMPRE fiz mais. Muito mais. Tapada. Sou uma tapada do amor.

Me dedico demais. Me doo demais. Me ferro demais. E me pergunto, será que sou a única mulher assim ou é da raça mesmo?

Mas dizem que abrir os olhos e se conscientizar é o primeiro passo da mudança. E eu, que sempre me amei muito e soube meu valor, agora vou aprender a ser um pouco egoísta também. EU venho antes. O que eu quero e o que eu gosto. Acho que envelhecer é isso: aprender a SE fazer feliz primeiro.

E esse tipo de decisão não é pra ter um relacionamento melhor com o sexo oposto. Não, não. Essa decisão na verdade é crucial pra ter um bom relacionamento consigo mesma. Uma relação de paz de espírito e respeito com as minhas vontades.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Hoje foi dia de auto análise, bebê.



Quem me conhece um pouquinho sabe que eu estou longe de ser uma pessoa alegre, amante da vida. Passa longe de mim essa coisa de positividade, de achar o lado bom de tudo que acontece. Não é à toa que, com esse humor obscuro, me sobrem poucas companhias.

Eu lembro de muito pequena ter crises de choro, de me sentir sozinha, de me achar estranha. 

Veio a adolescência e essa idéia de que havia algo muito errado comigo se consolidou quando eu tive uma paralisia facial. Acho que foi nesse momento que se instalou meu caos psicológico. 

Aliás, não acho, tenho certeza que desde então eu nunca mais tive forças, tão pouco alicerce familiar pra superar essa dor e manter minha auto confiança e amor próprio. Depois dos treze anos todas as minhas memórias são, de certa forma, tristes.

Hoje, aos trinta, eu choro em todo aniversário  e ano novo porque nunca encontrei um motivo que realmente me entusiasmasse a viver. 

Achei que poderia ser a medicina, que fui cursar mais tarde do que o padrão da idade de um calouro, mas estava errada. Também achei que seria uma família que formaria com alguém que amava, de novo errada. 

Sempre fico pensando que se não há esse fogo de viver, se não consigo achar um caminho que me faça feliz, não há qualquer razão pra continuar aqui. E nesses momentos de angústia eu penso em mil maneiras de acabar com essa existência inútil. 

Só penso, porque a covardia não me permite pular do décimo primeiro andar. A culpa me impede. O peso de deixar pra trás pessoas que vão se culpar pelo meu insucesso não me deixa. E aí eu começo a sonhar com o que eu nunca vou ser, com o que eu nunca vou ter. 

Sonho que fui criada num lar de amor, que mãe, pai e avós mantinham um relacionamento saudável. Sonho não ser tão baixinha, tão estranha, sonho sorrir sem sequelas da maldita paralisia. Sonho em ter muitos amigos, um amor de verdade. Sonho que meu crm já está nas minhas mãos, que eu nunca escorreguei em dp, que eu nunca demorei pra entrar na faculdade. Sonho em ser competente em tudo. Sonho, sonho e sonho e fico com a certeza de que eu só seria feliz se pudesse mudar tudo isso. 

E eu não posso mudar praticamente nada, não é? Eu tenho que me aceitar, não é??

Pois bem, até hoje não consegui. Continuo achando que estou nessa vida gastando oxigênio, ocupando espaço, ainda que pouco.

Hoje foi mais um dia desses, de desejos de mudanças impossíveis, até ficar sabendo de algo que me fez pensar que eu posso estar muito enganada.

Vi alguém que tinha tudo que eu queria ter, que era como eu queria ser e que desistiu de estar aqui. 

Então será que se eu fosse a camila que tanto idealizo seria feliz?

Será mesmo que em condições diferentes eu dormiria agradecendo pelo meu dia e esperando acordar na manhã seguinte?

Já não sei de mais nada.


A vida é mesmo uma piada suja de humor negro. 

Daquelas bem sujas, daquelas bem negras.

domingo, 6 de outubro de 2013

E enquanto isso depois dos 30 anos...

Mais um domingo ocioso da minha agenda que acaba virando texto. Então vamos lá, falar dos 30 e poucos, já que sou a única cretina com essa (doce?) experiência!!



A crise dos 30 é fato. É quando a gente se toca que está pisando num terreno desconhecido até então - o do envelhecimento. Rola várias cobranças e uma "viagem" interna do tipo "o que estou fazendo?? e para que?". Complexo... é A palavra. Haha.

O que vem depois, o pós 30 é diferente. Pior em alguns pontos, melhores em outros. Só quem já passou dos 30 vai entender o que estou falando. É foda!

Sem dúvida alguma, você tem mais sucesso e mais foco profissional depois dos 30. Ponto para a idade. Mais de 30 vagabundeando é problema. O normal nessa fase é estar estabilizado e sendo bem remunerado. O normal né. E é quando você pode escolher e não ser escolhido, desde que seja um profissional competente.

Com toda certeza, você tem mais pintas e rugas após os 30. Lembra daquele sol do meio dia que você tomou desde a adolescência? Pois é, meu amigo (a) ele está todo PINTADO na tua pele agora! Veja só que bela... BOSTA!

Ahhh fumou? Melhor, fuma?? Que maravilha meu bem! Já se iniciou na seita das uvas passas.

Gosta de comer? Nossa, muito?? Amém!!! Já deve estar competindo com os elefantes para ver quem pesa mais.

Assim é a rotina de pensamentos de quem tem mais de 30! Você deve treinar, vagabunda (o). Caso contrário a celulite e a gordura vão te comer. Protetor solar otário (a)! E dá-lhe cremes anti-envelhecimento, maquiagem, nutricionista, academia, alimentação saudável. Haja grana. Tem que ganhar mais mesmo.

Balada depois dos 30? Cadê a paciência... e ficar bocejando é chato! Então vamos sair para comer ou quem sabe nem isso, vamos dormir mesmo. Só em épocas específicas você encontrará esse ser nas ruas, tipo festas de final de ano e carnaval.

Tudo agora pesa mais, muitas vezes literalmente! O medo de errar, de sofrer é maior também. Se jogar de cabeça é coisa da molecada. Uma mulher e um homem conscientes vão devagar e pensam antes de agir. Malas. Ok, sou mais que mala nesse aspecto.

Bom eu fiquei de falar as partes boas também. Huuumm, é... ao menos com mais de 30 você pode comprar mais coisas, especialmente as que façam você parecer ter menos idade. E também agora você tem grana para ir pras baladas ou fazer uma loucura de viagem no final de semana. Só que você não quer... mas se quisesse teria como!! Na verdade, quero chegar no seguinte ponto: após os 30 anos você tem mais poder, segura melhor uma decisão, tem um gosto melhor e mais certeza do que te agrada. Também é menos inscontante e mais culto. A educação costuma melhorar e já temos um lado espiritual mais aguçado.

Mas é aqui que você vê onde está a graça de viver. Você procurou tanto e cavou tanto até os 30 e agora você já sabe. Não adianta cavar, nem procurar... tem coisas que realmente tem que ser do jeito que são. Nem tudo são escolhas, ao menos não conscientes. E sabendo disso o coração se aquieta e deixa a coisa rolar. Enxergamos que nada que vem a força é nosso. Tipo os planos que eu tinha desde os 18 ou menos até. Eu tinha planejado tudo bem diferente do que vivo agora. Não digo que melhor, apenas diferente.

Aos menores de 30 anos fica a dica: parem de fumar, usem protetor solar, aprendam a comer de tudo em pouca quantidade, beba socialmente e se exercite! Você irá me agradecer no futuro! Rs

Já aos maiores de 30 anos, só uma coisa: olhem no espelho e saibam que o que vêem é exatamente o que plantaram. Merecido.

E não me venham com chorumelas.

domingo, 29 de setembro de 2013

Cabeça vazia, oficina do diabo.



Sempre admirei quem luta para chegar no topo. Quem sonha alto e batalha seus objetivos. Ninguém deixa de ser honesto se trabalha pra caramba para chegar onde deseja e, porque não, ser um dos melhores no que faz. A ambição na dose certa não é prejudicial.

O objetivo de se ter um trabalho, um negócio, uma empresa nem sempre é se tornar rico. Para muitos o sucesso financeiro não vem em primeiro lugar, é uma consequência. O importante é estar neste mundo criando algo, servindo para alguma coisa. Ninguém veio aqui a passeio, meus caros. Se você está passeando está deixando de evoluir como ser humano, pode acreditar.

Ficar de papo para o ar, se enchendo de vícios, com dó de se desgastar, não é digno de admiração. Não é motivo de orgulho. Se quer exemplo, Deus trabalhou 6 dias e descansou 1, segundo a bíblia. Jesus veio aqui e pregou sem parar. Então achar que "aproveitar a vida" é o que Deus espera dos seus filhos é desculpa.

Aproveitar a vida é digno sim, mas nas horas vagas, no momento que você já teve seu dever cumprido. Nunca vi ninguém viver bem sem grana. Desculpa aí, mas somos capitalistas. Se você não tem, passa vontade. Uma coisa é não ter oportunidades, outra é escolher e achar desculpas para ser um zé. Sempre alguém vai me achar inflexível e má porque vai lembrar de exemplos como Chico Xavier e donas de casa e mães. Mas o Chico apesar de não ser remunerado, trabalhou muito! As donas de casa e mães também, estão cuidando de suas famílias, educando seus filhos e deixando tudo limpo e organizado. É trabalho do grosso. O exemplo que estou dando é do marmanjo que não produz nadinha!!

E mesmo quem não teve oportunidade pode lutar. Odeio gente conformada. Aquele tipo que vende o almoço para comprar o jantar e ainda assim, se acha! Conheço muita gente que está na merda, dando golpes mas não se sujeita a ser um trabalhador. Não aceita menos que os holofotes. Se acha artista e só tem roupa furada.

Eu nem ligo se sou formada e pós graduada, faço faxina na minha academia e pinto minhas unhas quando preciso. Também instalo tudo por lá, com ajuda dos meus pais ou de amigos. Não contrato ninguém pra pintar as paredes, eu dou conta e sempre tem quem me ajude!! Gosto de aprender um pouco de tudo.

Trabalhar não é um castigo. Trabalho é a única coisa na Terra que o ser humano faz em benefício da sua própria mente. Os exemplos são claros. Pessoas que trabalharam a vida toda, quando aposentam ficam depressivos. Os que nunca trabalharam são sempre depressivos!! Já viu pessoa que reclama mais do que quem tem tempo para pensar asneiras?

Então não venham me dizer que "perdeu" de viver trabalhando! O seu trabalho é o que você é. Sem essa luta fica tudo muito vazio...

E nem todo trabalho dá retorno financeiro, mas se é o que se faz bem e te sustenta, já é válido. Mas nada é desculpa para ser uma pessoa ociosa. Nada.

E é por isso que dizem por aí: "Cabeça vazia é oficina do diabo". Pode crer, é mesmo!!!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pra você, uma dose de tristeza.


Uma vez, em uma das minhas antigas consultas ao psiquiatra, Dr Edson me disse que pedia em suas orações um pouco de tristeza e angústia (depois de milhares de queixas minhas sobre esses sentimentos) argumentando que sem esses momentos ruins um ser humano decente não se forma. Fiquei pensando sobre isso um tempão sem realmente entender o que ele tinha me dito.

Hoje eu posso dizer que entendi. Entendi que a dor te faz olhar pra dentro e refletir. E que a partir dessa reflexão que a gente molda nosso caráter.

Quando sua família vive o caos, quando alguém que você ama morre, quando você leva um pé na bunda regado a galho, quando um amigo puxa teu tapete, quando se ferra na faculdade, quando perde um emprego ou qualquer situação filha da puta que te doa à alma, o mundo parece parar pra você pensar sobre a vida. E nesse momento, se sentindo uma merda, é que começa a cair à ficha de que não se poder ser tão frio, tão raso, tão prático.

Conheço pessoas que nunca passaram por nenhuma das tormentas que eu disse aí em cima. E parece uma puta dádiva não ter passado por isso tudo, né? Mas não, não é nada vantajoso chegar à idade adulta sem ter tomado as rasteiras que vida nos dá. 

Honestamente, não vejo a possibilidade de matar o egoísmo inato do ser humano sem experiências de vida que nos machuque. E é por isso que hoje, com nó na garganta e uma visão muito clara do que vivo, quero te desejar de todo meu coração, que você sinta o gosto da tristeza, da angústia, da autoestima ferida. Uma noite de choro sozinho com seu travesseiro, um dia sem apetite, um momento cinza sem esperança. E se achar que estou te desejando o mal, não estou!

 Desejo apenas que você amadureça que seja bem melhor do que é hoje.

Viver de verdade não é ter papai/mamãe/vovô/vovó mastigando e te colocando tudo na boca. Iludido aquele que pensa que isso é vantagem.

Viver de verdade não é dizer que ama alguém, pegar outro escondido e se achar espertão para os amigos. Perdedor aquele que pensa que isso é divertido.

Viver de verdade não é passar a perna no amigo por causa de dinheiro. Desprezível aquele que acha que ambição é qualidade.

Pra mim, uma dose de paz. Pra você, uma dose de tristeza.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Para que RAIOS você namora?

Acredito que o real motivo para se namorar ficou esquecido. E qual seria o motivo senão um "test drive" para o casamento? Um "drive thru" para o felizes para sempre e até que a morte os separe?
Foi assim que aprendi, foi com esse intuito que meus pais (meu exemplo perfeito) namoraram. Foram 5 anos. E foram anos trabalhando e pensando no futuro a dois. Claro, isso a 35 anos atrás, na atualidade os casamentos são mais tardios e as opções bem recheadas. Tem muito cara se sentindo na "candy shop" do amor...

Como somos imaturos por mais tempo, normal que o primeiro namoro enquanto se é bem novo ser apenas para saber como é, testar, entender a dinâmica. Válido. Mas poxa, passou dos 25 e já teve uma experiência de namoro ao menos, tem que pensar diferente hein?


O problema é que vejo pessoas de 25, 30, 40... namorando para não ficar sozinho (a) ou por algum outro interesse babaca, menos o de um dia se amarrar a tal pessoa. Claro, dúvidas existem, mas estou falando daqueles que realmente sabem que nunca mudarão o status de relacionamento com o ser (nada) amado (a).


Os homens são campeões nisso, iniciam um relacionamento qualquer e vão deixando rolar. Quando se dão conta estão num enredo de 1001 táticas femininas para que assuma o relacionamento com ela. Muitos se deixam levar pelas chantagens emocionais e são como peões num jogo de xadrez, pouco movimento e o primeiro a morrer no caso de problemas. E ela fica insistentemente cobrando e reclamando, pedindo, querendo mais, do cara que não faz tudo que ela quer. Mas ele sabe sim o que quer. E é te dar balão pra continuar caçando, enquanto você perdoa o seu peãozinho depois de chorar litros quando ele te decepciona.


É trauma pra todo lado; ele que não aguenta mais mulher pegajosa e insistente. Ela, vítima de um safado e acreditando que ninguém presta.


Pior é quando "isso" se arrasta durante anos. A mulher, óbvio, começa a pressionar para que o relacionamento se torne mais sério (ela quer casar) pois já está na hora! Aiai... minha nossa senhora das causas impossíveis! Rs.


E por que estou falando tudo isso? Nem é minha realidade... bom, um dia foi! Claro, descrevi uma experiência. Sei lá, só uma constatação de que nosso foco muda. Enfim, continuando, faz-se todo um enredo baseado em sonhos e mais ainda em ilusões, onde transformamos um sapo em príncipe com nosso poder feminino de encher o saco!! Santa paciência um homem precisa ter para aguentar esses bichinhos! Haha.


Aí, cedo ou tarde, você descobre que o mais gostoso e natural é quando ambos querem e não há pressão. Oh preguiça de ver pessoas lutando bravamente por alguém que não as quer. Não se briga por sentimentos, não se pede, não se implora! Sentimentos vêm de dentro para fora, ou eles existem ou não existem.


Ficar pressionando uma pessoa é perda de tempo. Se você consegue o que quer, no final vai provar o gosto amargo da desilusão... então, foda-se a possessividade, o ciúmes e o orgulho! Fodam-se as convenções sociais!! Viva o AMOR. Principalmente o amor próprio. O namoro, a meu ver, é a busca de amor, carinho e da união. Não tem lugar para falta de respeito, egoísmo e desinteresse. Mais que amar, é importante se deixar ser amado (a).



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Chinelaterapia


Queridos rapazes, não acreditem quando uma mulher disser que é equilibrada. Que não tem ciúmes, nem desconfianças. Desconfie daquelas que não cobram nada e não ligam de serem trocadas pelos seus amigos num sábado à noite. Se for assim, pode apostar, ou ela não está tão interessada quanto você pensa ou tem outro(s) na parada. Ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Quando está interessada/apaixonada/amando, TO-DA mulher surta, sem exceção. A grande diferença é que algumas dão barraco e outras se mantém na pose do “nada aconteceu”. Vamos aqui falar das com classe, que seguram a onda. Porque as barraqueiras vocês já sabem no que dá.

As que abafam o surto possuem, de fato, o que pode se chamar de “equilíbrio feminino”. Sabem o terreno onde pisam. Sabem o que NÃO podem cobrar de um determinado relacionamento. Sabem que às vezes fazem drama, exageram e que é melhor respirar fundo antes de cravar uma faca nas costas do cidadão. Mas sabem também que tomar balão é opção. Ninguém morre por retirar o time de campo quando não há respeito.

A questão é que até tudo isso ser racionalizado e digerido, quem sofre com o surto sempre é a best friend. É um mimimi sem fim. Rola bipolaridade, chororô, xingo, perdão, xingo outra vez. E a amiga tá lá, ouvindo todas as teorias, todos os detalhes da história, ajudando a avaliar, analisar, a botar panos quentes e, claro, a xingar o cretino, caso necessário.

Porém, há um certo limite. Chega uma hora que você vê sua amiga se estrebuchando no chão da amargura e não há outra opção a não ser aplicar as técnicas da chinelaterapia. Eu explico: toda vez que uma amiga que tenho muita liberdade (como as Cretinas) passa do limite estratosférico do drama mode on, eu as ameaço que se não pararem em 3, 2,1, vão apanhar de chinela. É a senha: parou com o exagero!

Minha terapeuta (Inês, te amo! Hahaha) me ensinou a me chamar pelo nome e bater os pés nos chão quando eu perceber que estou viajando. E sempre tem aquele momento que você percebe. É nessa hora que tem que haver o auto-tapa-na-cara. E acredite, é incrível como “se chamar” de volta para a realidade dá certo. E como sou boa demais pra guardar esse “poder” comigo, aplico também em quem eu amo. O “parou com o chilique” funciona.

Porque tem coisas que nós mesmas não enxergamos, por mais “equilibradas” (lembre-se do que eu já disse sobre esse conceito) que sejamos. E tem coisas que até vemos, mas fingimos que não. Mulher é bicho metido a ser dono da razão e tenta ignorar o fato de que está exagerando. Mas nada que uma chinela voadora e com muito amor, bem no meio da fuça, não resolva. E isso vale pra vida, viu? Não só pra relacionamentos amorosos.

Portanto, lembrem-se: às vezes sua amiga precisa mais do que compreensão. Precisa de alguém que puxe seus pés para o chão de forma prática e não de mais uma maluca que dê asas às suas neuras. Isso também é dar apoio, também é estar ao lado. Também é amar. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O mimimi dos 30


Eu fiz 30 anos. Merda! Não queria, nunca quis.

Quando adolescente, eu fazia planos suicidas, porque não queria envelhecer. Continuo não querendo... OPA! Peraí, já envelheci um monte. Que pavor desse tempo que voa! É por causa dessa minha neurose com a passagem do tempo que tudo na minha vida acontece mais tarde. Inconscientemente me boicoto, pra não ter que encarar a vida adulta. Maldita síndrome de Peter Pan...

As pessoas da minha faixa etária se formaram, trabalham, constituíram família ou estão bem próximas disso, eu não. E é óbvio que isso me preocupa, me chateia, mas fui eu mesma que me enfiei nessa cilada, não foi?

Imaturidade!

Não estudei o suficiente pra passar em medicina e fui cursar a segunda opção. Abandonei o curso de veterinária, na época um grande alívio e hoje um grande arrependimento. Recomecei e passei em medicina com 25 anos. Porra, 25 anos não é mais idade de recomeçar algo tão complexo. Falhei, é claro. Como eu não falharia se sou tão boa nessa arte??!! Enfiei o pé na DP, somei a imaturidade à minha burrice e me enrolei ainda mais nessa mesma DP. Parabéns, Peter Pan! Vamos lá pegar o diploma aos 45 anos na Terra do Nunca. Super natural viver de mesada do pai nessa idade... Que presente de filha, hein papai? Puro orgulho!

Quando eu achei que tudo havia entrado nos eixos - estava cursando medicina, namorando com planos sérios de casar (sérios pra quem mesmo?) -, levei a maior galhada do planeta, um lembrete do universo que comigo nada acontece como manda o figurino. Meu tempo é diferente, é retardado. E quando ele tenta acertar os ponteiros, de alguma forma muito sádica eu consigo atrasar tudo de novo.

Sim, eu sei que eu sou dramática, que nós atraímos o que pensamos e que esse meu hábito ruim de me colocar sempre pra baixo me trouxe até aqui. Me culpo todo dia enquanto passo meu creme anti-rugas e penso que meu pai pode reclamar do valor da fatura do meu cartão (com to-da razão), quando vejo meus livros de medicina pela casa (aqueles, que já deveriam ter sido estudados), quando vejo minhas amigas felizes com seu filhos no colo... é inevitável não me sentir um fracasso. E ao invés de me acalmar e traçar um plano pra resolver meus atrasos, eu choro. Feito uma criança escondida no banheiro ou no meio da noite com o meu travesseiro.

Será que um dia isso passa? Será que eu e o tempo ainda seremos amigos?

Há 30 anos que brigamos em todos 17 de agosto.
Há 30 anos que eu não vejo razões pra celebrar mais um ano de existência.
Muito triste eu me fazer tão mal...
Muito triste eu estar sempre tão triste!


Obs: Desculpem aí a lamentação, estava engasgado desde sábado. Vou ali assoar meu nariz entupido e curtir a que já insônia se instalou.